Existem várias diferenças entre os diferentes tipos de clareamento dental profissionais que os dentistas aos seus pacientes e por isso há várias dúvidas entre as diferenças técnicas dos vários clareamentos.

Muitas pessoas perguntam porque são utilizados lasers, luzes e fotopolinerizadores nos clareamentos dentais profissionais. Também existem dúvidas sobre os gels de clareamento que os dentistas usam e quais são so tipos de gels que os dentistas usam quando fazer clareamentos dentais profissionais. Neste artigo vou esclarecer todas essas dúvidas.

Os dentistas compram gel para fazer clareamentos dentais profissionais que utilizam num kit ou num sistema de clareamento nos seus consultórios. A composição do gel varia consoante o fabricante mas normalmente os prodtuos contém uma concentração de peróxido de hidrogénio de 15% a 50%. Os sistemas de clareamento dental caseiros contém 3% a 10% de peróxido de hidrogénio. Esta diferença na concentração do peróxido faz com que os clareamentos profissionais tenham resultados muito mais rápidos.

Os fabricantes tentam criar as suas formulas para que os gels de clareamento tenham um pH neutro (que não sejam acídicos). Isto porque os dentes são tecidos mineralizados e o contacto com um produto acídico pode danificar os dentes.

É comum que os gels de clareamento venham em embalagem com dois componentes individuais. Estes dois componentes são misturados pelo dentista no memomento de aplicação. Um dos componentes é o “activador”. O activador funciona como um catalizador que aumenta a velocidade de decomposição do peróxido de hidrogénio para que ele se transforme em componentes reactivos. Isto acelera o processo de clareamento e melhora os resultados.

Esta afirmação tem alguma credibilidade porque a activação química pode explicar porque diferentes sistemas profissionais com concentrações de peróxido variadas tem resultados similares.

O facto do dentista ter comprado um sistema de clareamento dental profissional ou um kit implica que o fabricante criou um protocolo específico para a utilização do branqueador. Como já explicamos anteriormente, alguns sistemas de clareamento dental profissionais utilizam uma luz ou um laser de “activação”. Algumas marcas que utilizam uma luz de activação são as seguintes:

  • BriteSmile ® – Gas plasma / light emitting diode.
  • Zoom! ™ – Metal halide light.
  • LaserSmile ™ – A Biolase ® laser.
  • LumaCool ™ – Halogen light.
  • Sapphire ™ – Plasma arc light.
  • Beyond ™ – Halogen light.
  • Rembrandt ® – Plasma arc light.

Alguns deste nomes podem ser familiares porque as marcas fazem publicidade e os dentistas também publicitam as marcas que usam.

Lasers e luzes são realmente necessários num clareamento dental profissional?

Por vezes são utilizados lasers em clareamentos dentais. Existe alguma controvérsia na comunidade dentária sobre a eficácia do passo de “activação do gel de clareamento”. Os fabricantes de sistemas de clareamento activados por luz garantem que a luz acelera o processo de branqueamento e torna o resultado melhor.

A racionalização específica de cada fabricante é um pouco diferente a ideia geral é de que a luz ou o laser de “activação” cataliza uma degradação mais rápida do peróxido para os seus componentes reactivos (radicais livres de oxigénio). Por sua vez isto acelera a velocidade de clareamento dos dentes e aumenta os resultados.

Se esta racionalização está correcta isso implica que o dentista compre a luz ou o laser que o fabricante está a vender. Este aparelho tem um custo bastante elevado pois custa mais de 5.000 reais e no caso dos lasers mais de 50.000 reais.

Históricamente podemos dizer que há uma aceitação geral da comunidade dentária que uma luz ou um laser são necessários. Hoje em dia os dentistas chegam à conclusão que nem todos os testes clínicos sobre este assunto confirmam esse facto.

Vários estudos bem completados concluem que os gels de clareamento dental usados com muitos sistemas de claremento profissionais têm resultados bons com ou sem o uso da luz de activação. Estes estudos foram feitos nas mesmas pessoas, fazendo a divisão da boca em duas partes, a parte direita é tratada com gel e luz, e a parte esquerda somente com o gel de clareamento.

Como já foi dito anteriormente chegou-se à conclusão que os dentes dos dois lados estavam igualmente clareados (tanto depois do clareamento e também um ano depois do clareamento ter sido efectuado).

Por esta razão muitos dentistas e fabricantes não incorporam uma luz ou um laser no seu protocolo de clareamento dental. Algumas marcas que não utilizam a luz ou laser de “activação” são a Opalescence Xtra Boost e a Niveous.

Há razões para um clareamento dental profissional não utilizar uma luz de “activação” no seu protocolo?

Parece haver um consenso geral na comunidade dentária que há uma associação entre a quantidade de calor gerado pelo laser ou luz “activadora” e o potencial tratamento para a sensibilidade dentária, dores e danos aos tecidos. Apesar disso o efeito de aquecimento produzido por estas luzes e lasers é muito menos comum do que há várias décadas atrás.

A luz ou os lasers utilizados nos sistemas de clareamento actuais geram muito menos calor do que as gerações anteriores. Antigamente as fontes de luz criavam variações de temperatura significativas e era essa a ideia porque um gel de branqueamento mais quente decompõe mais rapidamente o gel de clareamento em componentes reactivos.

Hoje em dia as luzes tem menos potencial para criar este aquecimento porque é utilizado um filtro para eliminar as emissões de ondas infra vermelhas. Menos calor durante o clareamento dental dá menos desconforto e menos preocupações de danos dos tecidos.